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03/05/2010 - 10h05min
Claudicação - Revisando o aparelho locomotor

O pé constitui, no cavalo, a estrutura anatômica e funcional mais complexa do aparelho locomotor. Pode ser considerado como centro de sustentação do corpo durante o repouso, e base de propulsão da locomoção nos membros anteriores, recebendo desta forma toda resultante do trabalho muscular e tendíneo sob a forma de força de pressão e torção.

Os eqüinos em geral são propensos a acidentes e, freqüentemente, se machucam devido á sua força física, tamanho e temperamento. Esses acidentes podem ser oriundos de embarque e desembarque, cocheiras inadequadas, assim como as várias atividades atléticas, onde a capacidade do animal é exigida ao máximo.

Os traumatismos afetam principalmente os locomotores e o primeiro sintoma é a claudicação (manqueira). As causas mais comuns são: pedra entre a ferradura e a sola, cravo mal pregado (principalmente por dentro da linha branca), desgaste com ferimento da sola, em animais desferrados, devido à falta de concavidade da sola e ausência de muralha de sustentação (casco raso); ferraduras encostando-se à sola; necrose da ranilha ou casco com broca; doença do osso navicular; laminite (aguamento); calcificações, estiramento de tendões e ligamentos e feridas em geral.Uma atitude bastante útil é a retirada das ferraduras quando o cavalo aparece manco e apresenta os cascos excessivamente quentes e com pulso digital.

Essa manobra evita que um simples hematoma de sola ou uma broca, possa evoluir para um caso muito mais grave de manqueira, ou seja, um aguamento.

A claudicação pode ser definida como uma anormalidade no andar. Sob circunstâncias normais, isso se aplica a lesões dolorosas, mas não está claro onde devem ser incluídos os distúrbios caracterizados por incoordenação, defeitos específicos de nervos ou rigidez articular, não associados à dor.

Gradação das claudicações de acordo com a sua gravidade

• Grau 1: A claudicação é vista quando o cavalo está trotando, mas não quando está caminhando.
• Grau 2: A claudicação é percebida ao caminhar, mas não é percebida ao caminhar, mas não há movimento óbvio da cabeça.
• Grau 3: A claudicação é óbvia ao caminhar, e há movimentação óbvia da cabeça.
• Grau 4: O cavalo não pode agüentar peso no membro afetado.

Movimentação da cabeça no cavalo com Claudicação

Claudicação de membro torácico. A cabeça do cavalo é abaixada quando o membro são toca o solo (inversamente, a cabeça é elevada quando o membro afetado toca o solo).
Claudicação de membro pélvico. A cabeça do cavalo é abaixada quando o membro afetado o solo e vice-versa (observe que essa é uma situação oposta à vista em respeito ao membro pélvico).
Claudicação bilateral. Levantar e abaixar a cabeça estão ausentes quando pesos iguais são colocados em membros igualmente doloridos.
Exame visual com cavalo em repouso

A primeira parte do exame é uma avaliação visual cuidadosa com o cavalo em repouso, realizada antes da palpação ou manipulação. Esse exame avalia a conformação e detectará tumefações anormais, atrofia muscular, deformidades, presença de cavidades ou fístulas, cicatrizes e posturas anormais como repousar a frente de um casco no chão (apontamento).

Exame Visual durante o exercício

Andar durante o exercício. O cavalo deve ser examinado enquanto está em movimentação. Deve ser lembrado que cavalos são usados para propósitos muito variados, e que muitos casos de claudicação são associados a um tipo particular de uso e podem ser evidentes apenas quando o cavalo entrar em atividade.

Embora muitos tipos de claudicação possam ser vistos enquanto o cavalo está caminhando ou trotando, freqüentemente é necessário fazer o cavalo movimentar-se mais rápido e observá-lo enquanto realiza seu trabalho normal. Para cavalos acostumados a trabalhar em volta em volta de uma rédea longa (lunging ring), pode-se alcançar o galope reunido (canter), mas, para o galope, é necessário o espaço mais amplo e seguro de uma pista de corrida ou área semelhante, com o cavaleiro na sela.

Pinça de Casco

As pinças de casco são instrumentos indispensáveis para detectar dor e são extremamente úteis para indicar o local exato da dor, permitindo que o tecido sobrejacente seja removido para aliviar a pressão (hematoma) ou estabelecer drenagem (abscesso). Pressão excessiva é dolorosa e pode causar uma reação de dor falsamente positiva. Eles devem sistematicamente ser aplicados sobre o casco.

Palpação e Manipulação

A palpação e manipulação verificam a dor na região e detectam a crepitação associada à fratura da primeira e segunda falanges
Estruturalmente, o pé é constituído por ossos, ligamentos, tendões, vasos sanguíneos, vasos linfáticos, nervos e casco. Os cascos formam a parte inferior extrema dos membros do cavalo e constituem parte dos pés do animal. São formados por um invólucro córneo que protege parte da falange intermédia, falange distal e o osso sesamóide distal ou osso navicular.

Referências Bibliográficas:

Exame Clínico de Eqüinos / Victor C. Speirs; Trad. Cláudio Barros. - Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda, 1999.
Enfermidades dos cavalos / por Armen Thomassian. - 3. Ed. - São Paulo: Livraria Varela, 1996.
Texto: Diogo Truiti
Fonte: Endurance Brasil


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